partes dos corpos
espalhados
amarrotam-se
sobre sofás e tapetes
pés ao avesso
no corredor
mãos em copos
e garrafas vazias
línguas
e líquidos
cantam baixinho
e sorriem
o sabor
de algumas palavras
exaustas
silencia a madrugada
esquartejada
a ordem
das coisas
goza
sobre a cama
nossas roupas
dormem
nuas

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